quarta-feira, 1 de julho de 2009

Escola de Educação Física da PM inicia comemorações do centenário


Carolina Canossa - São Paulo (SP)

O coronel Sebastião Alberto Corrêa de Carvalho é um dos organizadores das comemorações
A princípio, a Polícia Militar do Estado de São Paulo e o esporte brasileiro têm pouco em comum. Porém, enganam-se aqueles que pensam desta maneira: graças à criação, em 08 de março de 1910, da Escola de Educação Física (EEF), a corporação deu início a uma história que contribuiu bastante para o desenvolvimento das atividades físicas no Brasil.

Mais antigo estabelecimento de ensino que diploma professores de Educação Física em território nacional, a "Velha Escola" já está planejando as atividades para comemoração de seu centenário. Entre as atividades previstas estão uma grandiosa festa, a criação de um espaço "Memória", a composição de uma música especial para a ocasião, a apresentação de um concerto sinfônico, além da publicação de um livro com fotos e do "livro de ouro", recheado de histórias ocorridas durantes todos estes anos.

"Daqui saíram importantes figuras. O trabalho feito pela Escola de Educação Física é sensacional", constata Flávio Delmanto, presidente do Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo. "Várias pessoas já demonstraram para nós, no Conselho, o orgulho de terem se formado nesta instituição", lembra.

Conforme explica o coronel Sebastião Alberto Corrêa de Carvalho, ex-professor de atletismo e estudioso sobre o tema, a EEF surgiu após a chegada da Missão Militar Francesa, contratada pela então Província de São Paulo para ministrar instruções militares à Força Pública, entidade responsável à época por garantir a segurança da sociedade.

A despeito de uma resistência inicial (especialmente por parte de militares que se sentiram desafiados com o fato de estarem sendo instruídos por estrangeiros), os franceses ganharam a admiração dos brasileiros, que sentiram a necessidade de dar prosseguimento ao trabalho. Desde então, o sucesso da Escola tem sido visto de diversos ângulos.

"Convivemos com vários atletas oriundos da EEF que sempre estiveram representando bem o Brasil em competições internacionais", observa o coordenador de Esportes da Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo do Estado de São Paulo, Nelson Gil de Oliveira. Entre os nomes de maior destaque está o de José Romão Andrade da Silva, detentor de diversos recordes brasileiros e sul-americanos em provas de fundo e meio-fundo na década de 70.

Alunos e convidados acompanharam atentos palestra sobre centenário da EEF da PM de São Paulo. E o treinador de Romão na EEF foi justamente o coronel Corrêa de Carvalho, que posteriormente, entre 1982 e 1984, ocupou o cargo de presidente da Federação Paulista de Atletismo (FPA).

"A Escola de Educação Física foi além dos limites da corporação e do estado. Já capacitamos PMs de outros lugares, já ajudamos na realização de seminários internacionais com atletas e técnicos da São Silvestre e também a promover junto com a Gazeta Esportiva a "Operação Juventude", importante competição de base de atletismo", comenta.

A importância da EEF vai além do esporte. "Se a tropa da PM não tivesse um condicionamento físico mínimo, ela nunca seria eficaz", destaca o coronel. "A atividade física não é só beleza estética e sim vida. O sedentarismo mata 300 mil pessoas por ano no Brasil por fatores que poderiam ser evitados com 30 minutos de atividade moderada por dia", afirma.
Justamente por isso, o coronel Corrêa de Carvalho promete empenhar-se muito na comemoração do centenário da EEF. "A festa não pode acabar em março. Vamos lutar para lançar este sentimento porque precisamos valorizar esta vitória", finaliza.

Foto: Fernando Pilatos/Gazeta Press (O coronel Sebastião Alberto Corrêa de Carvalho é um dos organizadores das comemorações)

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26 Jun 2009 ... Conforme explica o coronel Sebastião Alberto Corrêa de Carvalho, ex-professor de atletismo e estudioso sobre o tema, a EEF surgiu após a ...www.gazetaesportiva.net/nota/2009/.../585877.html

terça-feira, 30 de junho de 2009

Run For Life - A corrida em minha vida!


Valdomiro Cocato chegou na Run For Life em 1988, pelas passadas do médico Carlos Rocia, que na época fazia parte da equipe. "Para mim a corrida significava a entrada em um outro "mundo", um mundo de disciplina e determinação que acaba melhorando a qualidade de nosso dia-a-dia."

Para Dodô, o melhor é a união das pessoas, “correr em equipe é fundamental, as vezes queremos parar e desistir, é o grupo que nos mantém saudáveis de corpo e espírito! Sou admirador da querida Srª Mitiko, do Jacob, Sr. Oswaldo Silveira e do amigo Joaquim(do SPFC).Todos eles já passaram dos 70 anos esbanjando vigor atlético. Valorosas também são as moças e senhoras que correm em nossa equipe, evoluem com muita raça e determinação, quando conto para os leigos o que todos da equipe fazem... Quase sempre não acreditam.. Só ver para crer mesmo!”

A Jovialidade está sempre viva, descobri a corrida após os 45 anos
Cocato, no alto de seus 67 anos é um campeão, não somente na velocidade e na resistência, mas, em carinho e atenção ao grupo da Run for Life. Ele é um querido amigo de todos. Dodô, um experiente atleta, dá a impressão que saiu correndo do bercinho, corre desde criança. Na verdade Dodô é um jovem corredor, corre há mais de 20 anos. "Comecei correr aos 45 anos..." disse Cocato com o brilho nos olhos de quem tem 15 anos. Dodô foi jogador de futebol, semiprofissional. "Joguei em todos os estádios de futebol de São Paulo, menos no Morumbi, pois ainda estava em construção" Observou o São Paulino de coração.A corrida veio para Dodô como indicação de saúde, sem perceber aplicou uma técnica certeira, começou correndo 10 minutos, e foi aumentando no decorrer das semanas. Quem o vê, hoje com seus 65 quilos, não imagina que um dia Dodô passou dos 80 quilos. “Resolvi correr para emagrecer, pois, percebi que tinha engordado muito, fato que acomete esportistas quando param de praticar.Quando consegui correr 20 minutos a família comemorou!" Explicou sorrindo.

Em 1987 Dodô estreou na São Silvestre. “A chegada Foi uma emoção indescritível, ainda era a noite e em sentido contrário, um momento de encanto e beleza, inesquecível !

Conquistas na rua e na pista
Dodô já participou de mais de 350 provas oficiais, a maioria de 10 km. Ele diz que entre treinos e corridas já correu mais de 60.000 km, o que equivale a dar mais de 10 mil voltas no Parque do Ibirapuera ou ir e voltar 10 vezes até Salvador/BA. O veterano guarda no coração o momento da conquista da 3ª colocação na categoria da Meia Maratona de Internacional de Buenos Aires. "Foi em 2002, fiz o tempo de 1h 29:06. “Foi um momento mágico junto com João Ambrosano e sua esposa. Juntos nos emocionamos na chegada misturando lágrimas com as gotas da chuva que caiam.”

Nas competições estaduais de veteranos, Dodô, sempre está os três primeiros da categproa. É um freqüentador dos pódios. O experiente atleta da uma dica aos novatos. “Paciência, Paciência... paciência.. aprenda primeiro a escutar seu corpo, depois vai aumentando o ritmo de treinamento, sempre orientado pelo técnico. O importante é respeitar a seqüência: Trabalho, Família e lazer e nunca se esqueça .. a empolgação leva a lesão!Treinos preferidosTem gosto para tudo e Dodô é um desses, ele adora os tiros de 100 metros em rampa e também dos tiros de 200 metros na pista. "Adoro a velocidade, esses tiros nos preparam bem para isso, já experimentei e funciona mesmo! Dodô revela que ao mirar a reta final, força bastante, próximo ou ao limite, pois sabe que os concorrentes farão o mesmo. “É muito ruim perder na chegada, prevalece quem está melhor preparado tenho dado sorte!!”

Quando começou a correr, Dodô se assustou com a primeira prova, não é pra menos, foi escolher logo uma maratona?! Foi a do Rio de Janeiro, “até hoje acho irracional, é uma distância exaustiva demais assim como os treinamentos para tal. Por isso prefiro as provas até 10 km.” Dodô tem um sonho, um dia correr a meia-maratona de Milão, quanto a uma maratona, ele confessa: “Fiz a primeira e não gostei! Talvez um dia... quem sabe, ainda é cedo!”. Brinca o atleta.

Relógio nas pernas e amigos veteranos
Um dos fatores mais importantes que Dodô faz questão de lembrar é a concentração no dia da prova. "Correr é uma ciência, quase matemática, cada corrida é única, temperatura, umidade do ar etc. Quando se corre em nível competitivo é preciso ser ritmado, com um relógio nas pernas e muita atenção, pois um descuido a corrida já era. Amigos são sempre amigos, mas em competições tudo é diferente, sou um competidor. Procuro fazer sempre o meu melhor, a competição não é apenas uma superação física, mas também mental.”

Um dia de Dodô, livro, música, cachorros...Dodô mora só e se vira nas atividades domésticas. Desperta antes das quatro horas, se alimenta e caminha um quilômetro para pegar o ônibus que lhe deixa próximo ao Ginásio do Ibirapuera. Dodô na verdade é um discípulo de São Francisco, carrega sempre em sua mochila de treino, um pouco de ração para cães e gatos de rua que encontra pelo caminho. "Eles já esperam por mim no caminho... todos os dias. Fico triste com o abandono, esses animais sofrem como a gente, sentem dor também.. são muitos que encontro e alimento, as vezes socorro e levo para veterinário e entidades que cuidam e salvam essas almas que só sabem agradecer e abanar o rabo de alegria. Há mais humanos irracionais do que imaginamos, é só ver como tratam os animais e os abandonam nas esquinas e ruas. . Fã de contos e poesia, Dodô indica o livro, "Marley e Eu" de John Grogan - É a vida e o amor de uma família e um labrador muito sapeca.Em dias de rodagem Dodô faz seus longos próximo ao Zoológico e Jardim Botânico . "A parte cruel é a volta, chego as 10:30, vou cuidar da casa, passar, lavar roupa e louças etc. Se eu não fizer... ninguém faz param mim!" Mas, levar a vida como música é o segredo, gosto muito de MPB, mas também dos clássicos Bethoven e Strauss. O importante é ser eclético, agora estou curtindo o CD do Carnaval 2008.

O que eram simples passadas rápidas, transformei na corrida e descobri uma nova forma de viver com saúde e fazer amigos. Conhecer os novos mundos, os verdadeiros, os que estão dentro dessas pessoas. Isso sim é enriquecedor!”A VITÓRIA NA VIDA !

Uma poesia para Dodô!

Pobre de ti, se pensas ser vencido!
Tua derrota é caso decidido
Queres vencer, mas como em ti não crês
Tua descrença esmaga-te de vez
Se imaginas perder, perdido estás
Quem não confia em si marcha para trás
A força que te impele para frente
É a decisão firmada em tua mente
Muita empresa esboroa-se em fracasso
Ainda antes do primeiro passo
Muito covarde tem capitulado
Antes de haver a luta começado
Pensa em grande, e os teus feitos crescerão
Pensa em pequeno, e irás depressa ao chão
O querer é o poder arquipotente
É a decisão firmada em tua mente
Fraco é aquele que fraco se imagina
Olha ao alto o que ao alto se destina
A confiança em si mesmo é a trajetória
Que leva aos altos cimos da Vitória
Nem sempre o que mais corre a meta alcança
Nem mais longe o mais forte o disco lança
Mas o que, certo em si, vai firme e em frente
Com a decisão firmada em sua mente.

*OS: Autor desconhecido

Texto: Vicent Sobrinho, jornalista e corredor

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Fabiana Murer leva bronze na Golden League, em Berlim


Atleta do salto com vara, do Clube BM&FBOVESPA, competiu no mesmo estádio onde disputará o Mundial, em agosto

A brasileira Fabiana Murer, do salto com vara, levou a medalha de bronze na primeira prova do calendário da Golden League, neste domingo, em Berlim (ALE), competindo no mesmo estádio onde será realizado o Mundial de Atletismo, em agosto. A atleta do Clube BM&FBOVESPA saltou 4,68 m e terminou a prova atrás da russa Yelena Isinbayeva (4,83 m), atual recordista mundial, e da polonesa Monika Pyrek (4,78 m).

Fabiana acha que poderia ter saltado mais alto pela sua boa atual condição técnica. "Senti o cansaço da viagem", disse.A atleta do Clube BM&FBOVESPA explicou, por telefone, que estava 'sobrando' nos saltos, mas se sentia fisicamente cansada. "Eu fiz bons saltos e estou contente por isso." Fabiana também achou importante competir no mesmo estádio onde será realizado o Mundial, a principal competição do calendário em 2009. "Este estádio tem um clima bom, a pista é boa e sempre ajuda conhecer a infraestrutura do local antes de uma competição importante como o Mundial."

Para o técnico Elson Miranda, Fabiana está muito bem tecnicamente, com a corrida dando certo e boa velocidade de impulsão. "Na verdade, ela saltou bem alto nas primeiras tentativas, mas faltou condição física, pelo cansaço, para ela fazer isso até o final. Numa competição, o normal é você saltar mais alto no fim", observou Elson. O treinador, também integrante do Clube BM&FBOVESPA, gostou da prova, mas sabe que Fabiana tem condições de fazer mais do que os 4,68 m de Berlim. No Troféu Brasil, no último dia 7, Fabiana saltou 4,82 m, recorde sul-americano do salto com vara.

Fabiana volta ao Brasil e seu próximo compromisso será o Sul-Americano de Lima, no Peru, de 19 a 21. Ainda disputa três provas da Golden League em julho - Oslo (NOR), dia 3, Roma (ITA), dia 10, e Paris (FRA), dia 17.

Fonte: LOCAL DA COMUNICAÇÃO
Foto: Divulgação

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Fabiana Murer salta em Berlim na Golden League


A atleta do Clube BM&FBOVESPA já está na Alemanha, no mesmo estádio do Mundial, para competir contra as melhores do mundo

A saltadora Fabiana Murer disputa a primeira etapa da Golden League neste domingo (14/6), em Berlim, na Alemanha. A atleta do Clube BM&FBOVESPA seguiu para a Europa motivada pelo resultado que obteve no Troféu Brasil de Atletismo, no último domingo, no Rio de Janeiro, quando bateu o recorde sul-americano do salto com vara, com a marca de 4,82 m. Fabiana encontrará em Berlim as principais atletas do mundo na sua prova e conhecerá o estádio onde será realizado o Mundial, em agosto.A brasileira entra no nobre circuito mundial de provas do atletismo que, ao final, distribuirá o 'pote de ouro', como é chamado o prêmio de US$ 1 milhão a ser dividido entre os atletas que vencerem suas provas nas seis etapas do calendário (Berlim, 14/6; Oslo, 3/7; Roma, 10/7; Paris, 17/7; Zurique, 28/8; e Bruxelas, 4/9). O salto com vara será uma das provas importantes da Golden League pela presença da recordista mundial (5,05 m), duas vezes campeã mundial e olímpica, a russa Yelena Isinbayeva. O site da Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf) anuncia a etapa de Berlim com destaque para o salto com vara, para Isinbayeva e também para Fabiana Murer. A prova ainda terá a russa Yulia Golubchikova, campeã européia indoor, as polonesas Monika Pyrek e Anna Rogowska, e a alemã Sike Spiegelburg."No ano passado, quando eu saltei 4,80 m (então recorde sul-americano) percebi que estava no meu limite. Dessa vez, quando saltei 4,82 m, no Troféu Brasil, acho que ainda posso ir mais alto. Não me sinto no limite, pelo contrário", acentuou Fabiana Murer, que espera usar essa 'sobra' para assegurar uma medalha no Mundial, em agosto. "Vai ser importante voltar a competir contra as melhores do mundo antes do Mundial", acrescentou. O técnico Elson Miranda observou que o salto com vara é uma prova técnica, muito difícil, mas que Fabiana está cada vez mais segura para ir mais alto.




LOCAL DA COMUNICAÇÃO

domingo, 7 de junho de 2009

Clube BM&FBOVESPA vence o Troféu Brasil


Equipe terminou com 777 pontos na contagem geral, 27 medalhas de ouro, 19 de prata e 15 de bronze; Marilson dos Santos e Fabiana Murer foram os melhores atletas da competição


Rio de Janeiro - O Clube de Atletismo BM&FBOVESPA ganhou o nono título consecutivo, na 28ª edição do Troféu Brasil, encerrada neste domingo, no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão. O Clube somou 777 pontos, com a Rede Atletismo em segundo lugar (720) e o Pinheiros em terceiro (114). "Falta um para ser decacampeão", gritavam os atletas, comemorando na pista. O clube levou 88 atletas ao Rio e somou, em quatro dias de competição, 61 medalhas: 27 de ouro, 19 de prata e 15 de bronze.Fabiana Murer, que bateu o recorde sul-americano do salto com vara (4,82 m), com a melhor marca do ano, e Marílson Gomes dos Santos, que ganhou os 5.000 m e os 10.000 m com recordes do Troféu, foram premiados como os melhores atletas da competição."Felizmente consegui chegar em uma grande fase no Troféu Brasil e ajudar o Clube BM&FBOVESPA na conquista desse título tão importante para quem investe no atletismo há tanto tempo. Agora vou dar sequência nos treinos para correr a maratona no Mundial de Berlim, em agosto", acentou Marílson, bicampeão da Maratona de Nova York.A rivalidade com a equipe Rede, que tem dois anos, acirrou a disputa do Troféu Brasil este ano e deu tom especial à vitória. "No ano passado fomos surpreendidos por uma boa atuação da Rede e pelo assédio aos nossos atletas. Vários deles receberam propostas financeiras irrecusáveis. Substituímos alguns técnicos que saíram, contratamos outros, reestrututramos o nosso trabalho e tudo deu certo", avaliou o diretor-técnico Sérgio Coutinho Nogueira, que deixará a função, após mais de 20 anos no comando de equipes no Troféu Brasil e passará a atuar somente no Conselho Administrativo do Clube BM&FBOVESPA.

"Foi a vitória da competência, da ética, da união e sobre o dinheiro", acrescentou o técnico-chefe da equipe, Ricardo D'Angelo.


LOCAL DA COMUNICAÇÃO

Fabiana voa no Rio


Fabiana Murer voa no Engenhão e bate o recorde Sul-Americano


Rio de Janeiro - Um salto que valeu por quatro. Ao alcançar a marca de 4,82 m, a saltadora Fabiana Murer (BM&F Bovespa) fez história no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, na manhã deste domingo (7), no último dia do Troféu Brasil Caixa de Atletismo.Além de garantir o título, Fabiana bateu seu antigo recorde continental, que era 4,80 m e, de quebra, estabeleceu a melhor marca no salto com vara na temporada. O segundo melhor salto de 2009 pertence à norte-americana Jenniffer Stuczynski, com 4,81 m. Para completar o dia dourado, ela foi eleita pela organização a melhor atleta feminina do Troféu.Fabiana ainda fez duas tentativas com o sarrafo a uma altura de 4,94m, mas não obteve sucesso. "Sabia das dificuldades, mas na nossa prova não há limites, sempre queremos voar mais alto", disse a campeã.Fabiana destacou ainda a importância do feito ter sido alcançado no Troféu Brasil: "É ainda mais relevante, pois temos um compromisso de competir pelo clube."A paulista de Campinas afastou, assim, a frustração pelo insucesso do GP Rio Caixa, em 17 de maio, também no Engenhão, quando foi eliminada após três tentativas fracassadas com o sarrafo na altura de 4,30m.


Foto crédito: Alexandre Loureiro/CBAt

Meninas do revezamento 4x100 m vencem o Troféu Brasil


O clube está na frente no Troféu Brasil de Atletismo e, neste sábado, comemorou a boa performance de Thatiana, Rosemar, Lucimar e Jailma


Rio de Janeiro - O revezamento 4x100 metros feminino do Clube BM&FBOVESPA venceu a prova e deu show no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhãro, no Rio, neste sábado, penúltimo dia de competições do Troféu Brasil de Atletismo. Thatiana Regina Ignácio, Rosemar Coelho Neto, Lucimar de Moura e Jailma Sales de Lima, que fechou com superioridade, marcaram 43s32, quebrando o recorde do Troféu (que era de 43s78). As meninas surpreenderam a equipe da Rede Atletismo que tinha o favoritismo, mas cruzou em segundo (43s38), à frente do time do Pinheiros (45s58). O revezamento deu 31 pontos para o Clube BM&FBOVESPA que terminou o dia com 501 pontos, à frente da Rede Atletismo (448,5) e do Pinheiros (79,5). O clube soma 17 medalhas de ouro, 11 de prata e 9 de bronze.Jailma, que já havia feito a sua melhor marca nos 400 m no dia anterior, surpreendeu as companheiras com sua velocidade. "Eu estava um pouco nervosa porque nunca corri o 4x100 m no Troféu Brasil. Mas fiz o que podia e não podia para ganhar a prova. Tivemos poucos treinamentos, mas todas estavam bem confiantes. Minha prioridade é os 400 m", afirmou Jailma.Lucimar Moura, que venceu os 100 m individual, também correu muito bem o revezamento. "Usei toda a minha velocidade. O nosso grupo está de parabéns. Sabíamos que a Rede tinha uma equipe forte, com todas as meninas correndo para 11 segundos, mas estávamos confiantes e nos esforçamos", disse.A equipe da BM&FBOVESPA teve uma excelente performance neste sábado com cinco medalhas de ouro, quatro de prata e três de bronze. A fundista Cruz Nonata da Silva, que já tinha vencido os 10.000 m, fechou o dia com o seu segundo ouro no Troféu Brasil deste ano, desta vez nos 5.000 m, com 16min21s41, seguida pela também atleta da BM&FBOVESPA Fabiana Cristine da Silva (16min34s15). "Foi um sonho realizado. No ano passado eu fui segunda nos 5 mil e 10 mil. Tudo com muito trabalho e mentalização", observou Cruz.


LOCAL DA COMUNICAÇÃO