terça-feira, 7 de julho de 2009

Atleta BM&FBOVESPA disputa Mundial de Menores na Itália


Com índice no salto em distância e octatlo, Victor de Souza opta pela prova combinada para lutar por medalha

O paulista Victor de Souza Santos, de 16 anos, será um dos 13 representantes brasileiros no Mundial de Menores, de 8 a 12 de julho, em Sudtirol, Itália. O atleta do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA disputa o octatlo nos dois primeiros dias do evento. Victor também obteve índice para o salto em distância, mas como as duas provas coincidem no programa da competição, teve de fazer uma escolha. "Não poderia competir nas duas e optamos pela prova combinada”, explica o adolescente, que tem o atletismo como herança familiar. Sua mãe, Evarista Lourdes de Sousa, corria os 800 m e o pai, Adriano de Souza Santos, competia no arremesso de peso e no lançamento do disco. A paixão pelos esportes chegou cedo, lembra Victor. "Nunca vi meus pais competirem porque quando nasci eles já tinham parado. Mas morava em vila e sempre brincava de corrida com meus amigos. Eles eram dois, três anos mais velhos, mas eu sempre vencia e nos jogos escolares ganhava todas”, explica o atleta, que tinha 8 anos na época. "Eu pedia para treinar, mas minha mãe achava cedo e dizia que quando tivesse 11, ela me colocaria na escolinha e foi o que aconteceu.”

Desde o princípio, Victor ficou sob os cuidados da técnica Rita Santos de Jesus. Ex-atleta, Ritinha não demorou a perceber a qualidade do pupilo. "Ele começou treinando todas as provas, como todo mundo. Mas foi apresentando uma qualidade maior nos saltos em distância e altura”, lembra a treinadora. Até o pré-mirim, estas foram suas provas principais. No mirim (14-15 anos), Victor ganhou força e Ritinha achou que teria chances nas combinadas. O palpite foi certeiro e, apesar de ele não ter completado a prova em sua primeira tentativa, desde o ano passado Victor tem se dado bem nas combinadas. Em 2008, tornou-se campeão brasileiro na prova, além de conquistar o vice-campeonato sul-americano. No mesmo ano, conseguiu índices para o Mundial no octatlo (5.834 pontos) e no salto em distância (7,15 m), marcas que confirmou nesta temporada, atingindo 5.888 pontos na combinada e 7,35 m no salto. Preparando-se para o primeiro Mundial da carreira e sua segunda prova internacional (o Sul-Americano foi no Peru), Victor tem objetivos bem específicos em Sudtirol. "Não conheço muito meus adversários, só pelo ranking, mas minha meta é ficar acima dos 6.000 pontos”, afirma categórico. "Chegando aí estou perto de uma medalha.”Na temporada passada, o campeão Shane Brathwaite somou 6.261 pontos para ficar com o título. O vice-campeão e o terceiro colocado empataram com 6.212 pontos. "Tudo vai depender do nível da competição, mas com 6.000, ele é um provável medalhista”, reforça Ritinha, confiante nas chances de Victor. "Ele tem de fazer o que nós treinamos, não pode se assustar. Mas o Victor é muito disciplinado e sabe o que quer. Dentro da competição ele busca o que deseja e isto faz muita diferença”, diz a técnica, lembrando uma ocasião na qual a personalidade do atleta ficou bem evidente. No início do ano, Victor venceu o Campeonato Estadual de Menores e repetiu o índice para o Mundial, que já havia conquistado. Quando chegou em casa, recebeu os parabéns da mãe, mas não se deu por satisfeito. "Ele disse: legal pelo título, mas não tive um resultado melhor do que já tinha”, conta Ritinha.

O Mundial de Menores de 2009 reunirá 1.500 atletas de 178 países. A competição já revelou inúmeros atletas, entre eles a russa Yelena Isinbayeva e o jamaicano Usain Bolt, eleitos atletas do ano em 2008.Recordista olímpica e mundial do salto com vara Isinbayeva venceu a prova no primeiro ano de realização do Mundial da categoria, em 1999. Bolt foi campeão da competição nos 200 m em 2003. Cinco anos depois, tornou-se um dos grandes destaques dos Jogos Olímpicos de Pequim, com medalhas de ouro e recordes mundiais nos 100 m, 200 m e 4x100 m.

Combinadas
Octatlo é a versão para menores do decatlo adulto. Exclusivamente masculina, a disputa também é dividida em dois dias e tem oito provas no programa. Os competidores recebem pontos de acordo com os resultados que obtêm em cada prova e vence aquele que somar a maior pontuação. No primeiro dia, os atletas disputam os 100 m, salto em distância, arremesso de peso e 400 m. No segundo, as provas são 110 m com barreiras, salto em altura, lançamento de dardo e 1.000 m.

Fonte: Local da Comunicação

Fábio Gomes treina na Europa para o Mundial


O atleta do salto com vara está em Fórmia, na Itália, para se preparar ao lado da companheira do Clube BM&FBOVESPA Fabiana Murer e do técnico Élson Miranda

O saltador Fábio Gomes dos Santos já está em Fórmia, na Itália, para encontrar o técnico Élson Miranda e sua companheira do clube BM&FBOVESPA Fabiana Murer. Fábio, assim como Fabiana, também fará sua preparação para o Mundial de Berlim, de 15 a 23 de agosto, no centro de treinamento onde atua o ucraniano Vitaly Petrov e a recordista mundial Yelena Isinbayeva. O local é referência no salto com vara da Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf). O objetivo de Fábio é disputar a decisão do salto com vara no Mundial.

"Minha expectativa é saltar pelo menos 5,70 m na classificação para garantir presença na final e daí obter o melhor resultado possível”, diz Fábio que disputará o seu segundo Mundial – em Osaka (JAP), em 2007, ficou na 10ª colocação. Fábio, assim como Fabiana Murer, começou a saltar em Campinas, na PUC, "na escolinha do Élson”, como define o saltador, referindo-se ao técnico. Seu primeiro resultado importante foi o recorde brasileiro infantil (4,16 m) logo depois de iniciar na modalidade. Fábio, de 25 anos, salta há dez e é atualmente o recordista sul-americano com 5,77 m (de 7 de junho de 2007). Para o segundo Mundial de Fábio, o técnico Élson Miranda reforça a expectativa de ir à final e ficar entre os oito melhores do mundo. "Seria uma posição excelente.”

O técnico Élson Miranda acha importante ter Fábio e ele próprio trabalhando com Vitaly Petrov, que é consultor dos atletas da BM&FBOVESPA no salto com vara. "Estar com ele é sempre um aprendizado. Vamos acumulando conhecimento para o futuro. Além disso, o Fábio já havia feito um trabalho aqui para a temporada indoor, no início do ano, que agora terá continuidade”, observou Élson Miranda. Élson observa que os resultados de seus atletas no salto com vara já é fruto desse intercâmbio de alguns anos que estabeleceu com Petrov.

Fonte: Local da Comunicação

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Fabiana Murer termina em quinto no GP de Oslo


Atleta do Clube BM&FBOVESPA ainda vai disputar os GPs de Roma e Paris antes do Mundial de Berlim, em agosto

Fabiana Murer terminou em quinto lugar no salto com vara no Grand Prix de Oslo (NOR), primeira das três competições que fará dentro do calendário da Golden League antes do Mundial de Berlim. Fabiana, atleta do Clube BM&FBOVESPA, saltou 4,56 m, mesma marca da polonesa Anna Rogowska, quarta colocada, e também da russa Yuliya Golubchikova. Numa prova de marcas não tão elevadas, a russa Yelena Isinbayeva levou a medalha de ouro, com 4,71 m, mesma marca da polonesa Monika Pyrek, vice-campeã. O bronze ficou com a russa Svetlana Feofanova (4,66 m).Agora, Fabiana Murer segue para Fórmia, na Itália, onde ficará enquanto compete e treina na Europa. A próxima competição da brasileira, recordista sul-americana do salto com vara (4,82 m), será o Grand Prix de Roma, no dia 10. A saltadora ainda compete no GP de Paris, dia 17, no estádio da Copa do Mundo de 1998. "Ainda vou procurar resultados mais estáveis nos GPs e, pelo que estou saltando nos treinos, acho até que posso bater o recorde sul-americano", disse Fabiana.

O Clube de Atletismo BM&FBOVESPA tem os patrocínios do Pão de Açúcar, Nike e Prefeitura de São Caetano. Fabiana ainda tem o patrocínio individual do Pão de Açúcar e da UCS.

Fonte: LOCAL DA COMUNICAÇÃO

Jovens do Centro de Excelência viajam para o Mundial Menor

Atletas embarcam neste domingo para a Itália, local da competição mais importante da categoria nesta temporada

Atletas do Centro de Excelência, projeto do Governo do Estado de São Paulo em parceria com o Instituto Memorial do Salto Triplo (IMST), estão de malas prontas para o Mundial Menor da Itália (de 8 a 12 de julho, na cidade de Südtirol), a mais importante competição do ano da categoria. A delegação brasileira – formada por 13 atletas – seguirá para o país europeu no domingo. Lívia Avancini, no arremesso do peso; Caio Cezar dos Santos, no salto em distância, e Wesley Caetano de Souza, no salto em altura, serão os representantes do Centro de Excelência no Mundial.Lívia Avancini, de 17 anos, está confiante em um bom desempenho em sua primeira competição internacional. "Os resultados que obtive no arremesso do peso mostram que tenho capacidade de chegar à final e figurar entre as primeiras colocadas. Se conseguir, serei a primeira brasileira da categoria na história a alcançar tal feito, o que me dá tranqüilidade para seguir em frente”, afirmou.

Segundo a atleta, a sua força é destaque desde os 12 anos, quando ingressou no atletismo. "Estava caminhando quando vi alguns colegas brincarem de jogar uma bola de beisebol o mais longe que conseguiam. Enquanto eles a jogavam a uns 20 metros de distância, eu lancei a mais de 50 metros na primeira tentativa. Foi aí que, aconselhada por todos, decidi começar no esporte”, contou a atleta. Para ela, participar do Centro de Excelência é um sonho. "Foi um passo importante para mim. Aqui tenho tudo que preciso para alcançar o alto rendimento”.

Wesley Caetano de Souza, de 16 anos, qualificado no salto em altura, tem história semelhante. Ao brincar com os amigos nas aulas de Educação Física, descobriu seu talento para o esporte. "Eu tinha uns 14 anos. A professora ficou espantada ao me ver saltar e me convidou para uma competição. Lá, sem treino nenhum, fiquei em primeiro lugar”, disse o jovem.Depois, Wesley disputou o Estadual da categoria e surpreendeu novamente. "Saltei 1,74m sem nunca ter tido uma aula específica. Fui convidado para o Centro de Excelência e, a partir daí, a evolução foi enorme”, avaliou. Vice-campeão brasileiro, o jovem quer melhorar a sua melhor marca (2,08m) e conquistar um bom resultado. "Estou feliz por estar na principal competição da categoria. Espero saltar 2,12m lá e ver no que dá”, resumiu.

Rafael Jubelini/Adriana Natali, assessoria de imprensa da Federação Paulista de Atletismo

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Escola de Educação Física da PM inicia comemorações do centenário


Carolina Canossa - São Paulo (SP)

O coronel Sebastião Alberto Corrêa de Carvalho é um dos organizadores das comemorações
A princípio, a Polícia Militar do Estado de São Paulo e o esporte brasileiro têm pouco em comum. Porém, enganam-se aqueles que pensam desta maneira: graças à criação, em 08 de março de 1910, da Escola de Educação Física (EEF), a corporação deu início a uma história que contribuiu bastante para o desenvolvimento das atividades físicas no Brasil.

Mais antigo estabelecimento de ensino que diploma professores de Educação Física em território nacional, a "Velha Escola" já está planejando as atividades para comemoração de seu centenário. Entre as atividades previstas estão uma grandiosa festa, a criação de um espaço "Memória", a composição de uma música especial para a ocasião, a apresentação de um concerto sinfônico, além da publicação de um livro com fotos e do "livro de ouro", recheado de histórias ocorridas durantes todos estes anos.

"Daqui saíram importantes figuras. O trabalho feito pela Escola de Educação Física é sensacional", constata Flávio Delmanto, presidente do Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo. "Várias pessoas já demonstraram para nós, no Conselho, o orgulho de terem se formado nesta instituição", lembra.

Conforme explica o coronel Sebastião Alberto Corrêa de Carvalho, ex-professor de atletismo e estudioso sobre o tema, a EEF surgiu após a chegada da Missão Militar Francesa, contratada pela então Província de São Paulo para ministrar instruções militares à Força Pública, entidade responsável à época por garantir a segurança da sociedade.

A despeito de uma resistência inicial (especialmente por parte de militares que se sentiram desafiados com o fato de estarem sendo instruídos por estrangeiros), os franceses ganharam a admiração dos brasileiros, que sentiram a necessidade de dar prosseguimento ao trabalho. Desde então, o sucesso da Escola tem sido visto de diversos ângulos.

"Convivemos com vários atletas oriundos da EEF que sempre estiveram representando bem o Brasil em competições internacionais", observa o coordenador de Esportes da Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo do Estado de São Paulo, Nelson Gil de Oliveira. Entre os nomes de maior destaque está o de José Romão Andrade da Silva, detentor de diversos recordes brasileiros e sul-americanos em provas de fundo e meio-fundo na década de 70.

Alunos e convidados acompanharam atentos palestra sobre centenário da EEF da PM de São Paulo. E o treinador de Romão na EEF foi justamente o coronel Corrêa de Carvalho, que posteriormente, entre 1982 e 1984, ocupou o cargo de presidente da Federação Paulista de Atletismo (FPA).

"A Escola de Educação Física foi além dos limites da corporação e do estado. Já capacitamos PMs de outros lugares, já ajudamos na realização de seminários internacionais com atletas e técnicos da São Silvestre e também a promover junto com a Gazeta Esportiva a "Operação Juventude", importante competição de base de atletismo", comenta.

A importância da EEF vai além do esporte. "Se a tropa da PM não tivesse um condicionamento físico mínimo, ela nunca seria eficaz", destaca o coronel. "A atividade física não é só beleza estética e sim vida. O sedentarismo mata 300 mil pessoas por ano no Brasil por fatores que poderiam ser evitados com 30 minutos de atividade moderada por dia", afirma.
Justamente por isso, o coronel Corrêa de Carvalho promete empenhar-se muito na comemoração do centenário da EEF. "A festa não pode acabar em março. Vamos lutar para lançar este sentimento porque precisamos valorizar esta vitória", finaliza.

Foto: Fernando Pilatos/Gazeta Press (O coronel Sebastião Alberto Corrêa de Carvalho é um dos organizadores das comemorações)

Gazeta Esportiva.Net - O melhor Portal de esportes do Brasil
26 Jun 2009 ... Conforme explica o coronel Sebastião Alberto Corrêa de Carvalho, ex-professor de atletismo e estudioso sobre o tema, a EEF surgiu após a ...www.gazetaesportiva.net/nota/2009/.../585877.html

terça-feira, 30 de junho de 2009

Run For Life - A corrida em minha vida!


Valdomiro Cocato chegou na Run For Life em 1988, pelas passadas do médico Carlos Rocia, que na época fazia parte da equipe. "Para mim a corrida significava a entrada em um outro "mundo", um mundo de disciplina e determinação que acaba melhorando a qualidade de nosso dia-a-dia."

Para Dodô, o melhor é a união das pessoas, “correr em equipe é fundamental, as vezes queremos parar e desistir, é o grupo que nos mantém saudáveis de corpo e espírito! Sou admirador da querida Srª Mitiko, do Jacob, Sr. Oswaldo Silveira e do amigo Joaquim(do SPFC).Todos eles já passaram dos 70 anos esbanjando vigor atlético. Valorosas também são as moças e senhoras que correm em nossa equipe, evoluem com muita raça e determinação, quando conto para os leigos o que todos da equipe fazem... Quase sempre não acreditam.. Só ver para crer mesmo!”

A Jovialidade está sempre viva, descobri a corrida após os 45 anos
Cocato, no alto de seus 67 anos é um campeão, não somente na velocidade e na resistência, mas, em carinho e atenção ao grupo da Run for Life. Ele é um querido amigo de todos. Dodô, um experiente atleta, dá a impressão que saiu correndo do bercinho, corre desde criança. Na verdade Dodô é um jovem corredor, corre há mais de 20 anos. "Comecei correr aos 45 anos..." disse Cocato com o brilho nos olhos de quem tem 15 anos. Dodô foi jogador de futebol, semiprofissional. "Joguei em todos os estádios de futebol de São Paulo, menos no Morumbi, pois ainda estava em construção" Observou o São Paulino de coração.A corrida veio para Dodô como indicação de saúde, sem perceber aplicou uma técnica certeira, começou correndo 10 minutos, e foi aumentando no decorrer das semanas. Quem o vê, hoje com seus 65 quilos, não imagina que um dia Dodô passou dos 80 quilos. “Resolvi correr para emagrecer, pois, percebi que tinha engordado muito, fato que acomete esportistas quando param de praticar.Quando consegui correr 20 minutos a família comemorou!" Explicou sorrindo.

Em 1987 Dodô estreou na São Silvestre. “A chegada Foi uma emoção indescritível, ainda era a noite e em sentido contrário, um momento de encanto e beleza, inesquecível !

Conquistas na rua e na pista
Dodô já participou de mais de 350 provas oficiais, a maioria de 10 km. Ele diz que entre treinos e corridas já correu mais de 60.000 km, o que equivale a dar mais de 10 mil voltas no Parque do Ibirapuera ou ir e voltar 10 vezes até Salvador/BA. O veterano guarda no coração o momento da conquista da 3ª colocação na categoria da Meia Maratona de Internacional de Buenos Aires. "Foi em 2002, fiz o tempo de 1h 29:06. “Foi um momento mágico junto com João Ambrosano e sua esposa. Juntos nos emocionamos na chegada misturando lágrimas com as gotas da chuva que caiam.”

Nas competições estaduais de veteranos, Dodô, sempre está os três primeiros da categproa. É um freqüentador dos pódios. O experiente atleta da uma dica aos novatos. “Paciência, Paciência... paciência.. aprenda primeiro a escutar seu corpo, depois vai aumentando o ritmo de treinamento, sempre orientado pelo técnico. O importante é respeitar a seqüência: Trabalho, Família e lazer e nunca se esqueça .. a empolgação leva a lesão!Treinos preferidosTem gosto para tudo e Dodô é um desses, ele adora os tiros de 100 metros em rampa e também dos tiros de 200 metros na pista. "Adoro a velocidade, esses tiros nos preparam bem para isso, já experimentei e funciona mesmo! Dodô revela que ao mirar a reta final, força bastante, próximo ou ao limite, pois sabe que os concorrentes farão o mesmo. “É muito ruim perder na chegada, prevalece quem está melhor preparado tenho dado sorte!!”

Quando começou a correr, Dodô se assustou com a primeira prova, não é pra menos, foi escolher logo uma maratona?! Foi a do Rio de Janeiro, “até hoje acho irracional, é uma distância exaustiva demais assim como os treinamentos para tal. Por isso prefiro as provas até 10 km.” Dodô tem um sonho, um dia correr a meia-maratona de Milão, quanto a uma maratona, ele confessa: “Fiz a primeira e não gostei! Talvez um dia... quem sabe, ainda é cedo!”. Brinca o atleta.

Relógio nas pernas e amigos veteranos
Um dos fatores mais importantes que Dodô faz questão de lembrar é a concentração no dia da prova. "Correr é uma ciência, quase matemática, cada corrida é única, temperatura, umidade do ar etc. Quando se corre em nível competitivo é preciso ser ritmado, com um relógio nas pernas e muita atenção, pois um descuido a corrida já era. Amigos são sempre amigos, mas em competições tudo é diferente, sou um competidor. Procuro fazer sempre o meu melhor, a competição não é apenas uma superação física, mas também mental.”

Um dia de Dodô, livro, música, cachorros...Dodô mora só e se vira nas atividades domésticas. Desperta antes das quatro horas, se alimenta e caminha um quilômetro para pegar o ônibus que lhe deixa próximo ao Ginásio do Ibirapuera. Dodô na verdade é um discípulo de São Francisco, carrega sempre em sua mochila de treino, um pouco de ração para cães e gatos de rua que encontra pelo caminho. "Eles já esperam por mim no caminho... todos os dias. Fico triste com o abandono, esses animais sofrem como a gente, sentem dor também.. são muitos que encontro e alimento, as vezes socorro e levo para veterinário e entidades que cuidam e salvam essas almas que só sabem agradecer e abanar o rabo de alegria. Há mais humanos irracionais do que imaginamos, é só ver como tratam os animais e os abandonam nas esquinas e ruas. . Fã de contos e poesia, Dodô indica o livro, "Marley e Eu" de John Grogan - É a vida e o amor de uma família e um labrador muito sapeca.Em dias de rodagem Dodô faz seus longos próximo ao Zoológico e Jardim Botânico . "A parte cruel é a volta, chego as 10:30, vou cuidar da casa, passar, lavar roupa e louças etc. Se eu não fizer... ninguém faz param mim!" Mas, levar a vida como música é o segredo, gosto muito de MPB, mas também dos clássicos Bethoven e Strauss. O importante é ser eclético, agora estou curtindo o CD do Carnaval 2008.

O que eram simples passadas rápidas, transformei na corrida e descobri uma nova forma de viver com saúde e fazer amigos. Conhecer os novos mundos, os verdadeiros, os que estão dentro dessas pessoas. Isso sim é enriquecedor!”A VITÓRIA NA VIDA !

Uma poesia para Dodô!

Pobre de ti, se pensas ser vencido!
Tua derrota é caso decidido
Queres vencer, mas como em ti não crês
Tua descrença esmaga-te de vez
Se imaginas perder, perdido estás
Quem não confia em si marcha para trás
A força que te impele para frente
É a decisão firmada em tua mente
Muita empresa esboroa-se em fracasso
Ainda antes do primeiro passo
Muito covarde tem capitulado
Antes de haver a luta começado
Pensa em grande, e os teus feitos crescerão
Pensa em pequeno, e irás depressa ao chão
O querer é o poder arquipotente
É a decisão firmada em tua mente
Fraco é aquele que fraco se imagina
Olha ao alto o que ao alto se destina
A confiança em si mesmo é a trajetória
Que leva aos altos cimos da Vitória
Nem sempre o que mais corre a meta alcança
Nem mais longe o mais forte o disco lança
Mas o que, certo em si, vai firme e em frente
Com a decisão firmada em sua mente.

*OS: Autor desconhecido

Texto: Vicent Sobrinho, jornalista e corredor

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Fabiana Murer leva bronze na Golden League, em Berlim


Atleta do salto com vara, do Clube BM&FBOVESPA, competiu no mesmo estádio onde disputará o Mundial, em agosto

A brasileira Fabiana Murer, do salto com vara, levou a medalha de bronze na primeira prova do calendário da Golden League, neste domingo, em Berlim (ALE), competindo no mesmo estádio onde será realizado o Mundial de Atletismo, em agosto. A atleta do Clube BM&FBOVESPA saltou 4,68 m e terminou a prova atrás da russa Yelena Isinbayeva (4,83 m), atual recordista mundial, e da polonesa Monika Pyrek (4,78 m).

Fabiana acha que poderia ter saltado mais alto pela sua boa atual condição técnica. "Senti o cansaço da viagem", disse.A atleta do Clube BM&FBOVESPA explicou, por telefone, que estava 'sobrando' nos saltos, mas se sentia fisicamente cansada. "Eu fiz bons saltos e estou contente por isso." Fabiana também achou importante competir no mesmo estádio onde será realizado o Mundial, a principal competição do calendário em 2009. "Este estádio tem um clima bom, a pista é boa e sempre ajuda conhecer a infraestrutura do local antes de uma competição importante como o Mundial."

Para o técnico Elson Miranda, Fabiana está muito bem tecnicamente, com a corrida dando certo e boa velocidade de impulsão. "Na verdade, ela saltou bem alto nas primeiras tentativas, mas faltou condição física, pelo cansaço, para ela fazer isso até o final. Numa competição, o normal é você saltar mais alto no fim", observou Elson. O treinador, também integrante do Clube BM&FBOVESPA, gostou da prova, mas sabe que Fabiana tem condições de fazer mais do que os 4,68 m de Berlim. No Troféu Brasil, no último dia 7, Fabiana saltou 4,82 m, recorde sul-americano do salto com vara.

Fabiana volta ao Brasil e seu próximo compromisso será o Sul-Americano de Lima, no Peru, de 19 a 21. Ainda disputa três provas da Golden League em julho - Oslo (NOR), dia 3, Roma (ITA), dia 10, e Paris (FRA), dia 17.

Fonte: LOCAL DA COMUNICAÇÃO
Foto: Divulgação