sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Nike+ Human Race 10K terá largada às 8 horas no domingo, na USP


São Paulo (SP) - Para garantir a segurança e o conforto dos 25 mil corredores na Nike+ Human Race 10K, 700 pessoas da organização cuidarão da parte técnica e logística da prova. A largada será às 8 horas, na USP.

A corrida que este ano ganhou status mundial - antes acontecia somente nas cidades das Américas e agora em 25 cidades de todo o planeta - terá uma megaestrutura para garantir a tranqüilidade dos atletas.

A Corpore é responsável pela medição e controle do percurso, além das inscrições, atendimento médico, postos de hidratação, operação e logística de estacionamento e transporte dos corredores, guarda-volumes, banheiros químicos e limpeza geral do evento.

Serão mais de 250 mil copos de água distribuídos aos atletas nos quatro postos de hidratação ao longo do percurso. Haverá 14 UTIs móveis; 37 paramédicos de bicicletas e correndo no percurso (Care4you) para monitorar os corredores. Eles são treinados para identificar ocorrências e se comunicar com as ambulâncias.

Números da prova
Participantes: 25 mil
Pessoas envolvidas na organização: cerca de 700
Postos de hidratação: 4 (km 2,5; km 5; km 7,5 e chegada)
Copos de água distribuídos aos participantes: 250 milNúmero de ambulâncias UTI: 14 Monitores: 37
“Care4You” durante o percurso de bicicleta e a pé, munidos de rádio comunicador e material de primeiros socorros
Fisioterapeutas: 21
Banheiros químicos: 350
Vagas de estacionamento: 6 mil
Traslados: 80 ônibus farão traslados gratuitos dos estacionamentos conveniados até o local da prova

Serviço da corrida
No dia da corrida, o acesso para os carros que tiverem autorização para estacionar nos bolsões da USP será feito pelo portão 2 (Avenida Politécnica). Já quem estiver a pé ou de bicicleta, poderá entrar na USP por qualquer um dos portões. Não será permitida a entrada na USP sem a camiseta oficial da prova.

Para chegar à USP, a organização disponibilizará ônibus que sairão de três pontos, das 5h às 7h: Shopping Morumbi, WTC e Editora Abril. Vale lembrar que só entrarão nos coletivos as pessoas que já compraram seus tíquetes previamente durante a Feira Running Show e que estiverem vestindo a camiseta oficial da prova.

Para quem não comprou, os tíquetes estão à venda, ao custo de R$ 6,00, no átrium do Shopping Morumbi. O quiosque funcionará das 10 às 22h, até sábado, de acordo com a disponibilidade de bilhetes.

Após a prova, esses ônibus ficarão estacionados na raia da USP próximo à praça do relógio e deixarão o local pelo portão 2, da Politécnica.

Fonte: ZDL Comunicações

Lei da física ajuda atleta superar recorde nos 200 metros


Força centrípeta é a força que puxa o corpo para o centro da trajetória em um movimento curvilíneo ou circular.Objetos que se deslocam em movimento retilíneo uniforme possuem velocidade modular constante.

Entretanto, um objeto que se desloca em arco, com o valor da velocidade constante, possui uma variação na direção do movimento; como a velocidade é um vetor de módulo, direção e sentido, uma alteração na direção implica uma mudança no vetor velocidade.

A razão dessa mudança na velocidade é a aceleração centrípeta (Wikipédia). Foi o que ocorreu na prova dos 200 metros rasos no dia 20 de agosto nos Jogos Olímpicos de Pequim, cuja saída é em curva.

O vencedor foi o jamaicano Usain Bolt, 22 anos, que estabeleceu novo recorde mundial com 19seg30. Bolt, também possui o recorde mundial nos 100 metros com o tempo de 9seg69 (16/08/2008).

Se dividirmos o tempo dos 200 metros por dois, equivale em 9seg65, ou seja, mais rápido do que o recorde dos 100 metros.Essa é a reação da força centrípeta.Ela age como um elástico, que é alongado na curva e solta na reta.

O experiente técnico Katsuhico Nakaya, 51 anos, ex-velocista (10seg25) nos 100 metros em 1983 em Edmonton nas Universíadas no Canada. Hoje, técnico do Clube de Atletismo BM&F Bovespa e responsável técnico nacional da velocidade feminino que esteve presente em Pequim.

Analisando os 200 metros de Bolt que fez a curva no meio da raia, perdendo aproximadamente de 1 metro a 1,5 metros correndo a mais. Os primeiros 100 metros em curva não é corrido tão rápido quanto os 100 metros do recorde.

Eles correm de 20 a 30 centésimos mais lento em relação aos 100 metros. Já o segundo 100 metros que é uma vantagem por correr lançado, o atleta tem um ganho de centésimos preciosos, observou Nakaya.

Outro fato interessante é a posição do corpo do atleta, se ele deslocar muito o corpo e a cabeça para o lado interno perde o sincronismo e conseqüentemente a velocidade.

Wanderlei de Oliveira
Foto: IAAF

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Começa a corrida para o ouro



Pequim já faz parte da história dos Jogos Olímpicos. Foi um sucesso.

Foram disputadas 302 medalhas de ouro distribuídas em 41 modalidades esportivas. O atletismo é o esporte com o maior número de medalhas de ouro, 47 no total. A natação com 34 medalhas de ouro foi o segundo esporte e na terceira colocação com 15 medalhas de ouro para cada um o halterofilismo e o tiro. Na última colocação o beisebol e softbol que disputaram apenas uma medalha de ouro.

A tecnologia esteve presente em todas as modalidades esportivas, mas o que se fez valer foi o planejamento específico visando o ciclo olímpico de quatro anos, haja visto os quarenta e três recordes mundiais estabelecidos nos Jogos Olímpicos de Pequim. Isto mostra que os atletas que atingiram seu ápice na data prevista – realizaram o trabalho de forma correta.

Em nosso país, temos profissionais que provaram sua competência através do resultado de seus atletas com a conquista de duas medalhas de ouro:

- o Nélio Alfano Moura, 45 anos, ex-saltador de triplo e Tânia Fernandes de Paula, 44 anos, ex-heptatleta são técnicos da Maurren Higa Maggi, 32 anos e do Irving Saladino, 25 anos, ambos com a inédita medalha de ouro no salto em distância; e o José Roberto Guimarães, 54 anos, ex-jogador de vôlei, é técnico da seleção brasileira de feminina de vôlei que conquistou a também inédita medalha de ouro. Guimarães foi medalha de ouro com o vôlei masculino nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992 na Espanha. Saladino é panamenho e mora no Brasil desde 2006, nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004 nem sequer se classificou no salto e m distância.

Onde está o ouro?
Com três medalhas de ouro o Brasil se posicionou na vigésima terceira colocação atrás da Etiópia com 4 medalhas de ouro (18ª. colocação), do Quênia com 5 medalhas de ouro (15ª.colocação) e da Jamaica com 6 medalhas de ouro (13ª. colocação), todas conquistadas no atletismo.

A China garimpou 51 medalhas de ouro, os Estados Unidos 36 e a Rússia 23, classificando-se respectivamente em primeiro, segundo e terceiro lugar. Na quarta posição a Grã-Bretanha com 19 medalhas de ouro iniciou o ciclo olímpico. Faltam quatro anos para a trigésima edição dos Jogos Olímpicos da era moderna que será realizado em Londres em 2012, no Reino Unido.

Wanderlei de Oliveira

terça-feira, 26 de agosto de 2008

O salto para a glória



O dia era sexta-feira, 22 de agosto. O local: O Ninho de Pássaro, o mais moderno templo do atletismo dos jogos olímpicos. Vinte e dois passos separaram Maurren Higa Maggi do passado para o presente que irá moldar o futuro do salto em distância brasileiro.

Maggi iguala-se no Olimpo do salto brasileiro com grandes atletas como Adhemar Ferreira da Silva (bicampeão olímpico em Helsinque -1952 e Melbourne-1956) e João Carlos de Oliveira (João do Pulo), bronze em Montreal-76, ambos triplistas.

Foram anos de tentativas, erros e acertos. Anos de angústia por querer competir e não poder. Anos de superação para atingir o ápice da carreira que em 1 centímetro separou o ouro da prata.

O Brasil ganhou apenas três medalhas de ouro nos jogos de Pequim. Duas pelas mãos de mulheres e o outro por um homem. Todas essas medalhas foram históricas para o país mas não como no salto em distância.

Foram 100 milímetros de pura glória, raça, superação e determinação. Não foi um período de preparação fácil com 29 centímetros sendo galgados pouco a pouco para no dia Olímpico estar no ápice da forma. Acompanhe:
Distância, local e data:
7.04 - Beijing (National Stadium) – Olimpíadas em 22/08/2008
6.99 - São Paulo - 29/06/2008
6.95 - Madrid - 05/07/2008
6.92 - Eugene, OR (EUA) - 08/06/2008
6.91 - Rio de Janeiro - 18/05/2008
6.87 - São Paulo - 22/05/2008
6.83 - Belém - 25/05/2008
6.79 - Beijing (National Stadium) - 19/08/2008
6.75 - Réthimno - 14/07/2008
6.75 - Fortaleza - 14/05/2008
6.75 - Doha - 09/05/2008
Fonte: IAAF

O responsável técnico pela perseverança de Maggi é Nélio Moura (foto) que há 14 anos treina a brasileira. Nélio que também foi medalha de ouro na China no salto masculino com o panamenho Irving Saladino.

Veja o relato salto de Maggi feito pelo Globo.com:
E lá foi ela. Respirou. Deu um adeus breve para as câmeras. Bateu nas coxas, gritou, deu um soco no ar. Fez o sinal da cruz. Falou para si mesma: - Vamos lá, vai.

E correu. Foram 22 largos passos até o salto. De pernas estendidas, Maurren levantou vôo no Ninho do Pássaro. E pousou longe: 7,04m.

Depois do pouso, esperou. Faltavam cinco saltos para cada adversária. Doze mulheres em busca da distância. Lebedeva tentou. Queimou. E queimou. Quatro saltadoras foram eliminadas - a brasileira Keila Costa entre elas.

Apenas oito teriam direito a mais três saltos. A nigeriana Blessing Okagbare chegou a 6,91m, a melhor marca de sua carreira, e ficou com o bronze. Maurren queimou todos os saltos até que, no quinto, foi econômica: 6,76m.

A prata estava garantida - mas ainda havia Lebedeva. A russa tinha uma última chance. Lebedeva, campeã olímpica em Atenas, correu. E saltou. E voou. Aterrissou perto da marca dos sete metros, criando suspense. E veio o resultado: 7,03m - um imenso centímetro a menos que Maurren.

Um imenso centímetro de ouro. Maurren abriu os braços e o sorriso. Correu para abraçar seu técnico Nélio Moura, cercado de atletas brasileiros. O primeiro ouro de uma mulher em esporte individual. A primeira medalha de ouro brasileira no atletismo desde 1984 (Joaquim Cruz nos 800m). Cinco anos após viver o drama da suspensão por doping e chegar a abandonar a carreira... Maureen Maggi chegou ao Olimpo.
Arnaldo de Sousa, jornalista e corredor
Fontes: Globo.com e IAAF
Foto: Cbat

Kenenisa Bekele é a perfeição nas corridas longas



O etíope Kenenisa Bekele conquistou o seu segundo ouro nos Jogos de Pequim no sábado passado, nos 5.000 m rasos. Recordista mundial da prova, Bekele ainda anotou o novo recorde olímpico de 12min57s82. A marca anterior, de 13min05s59m pertencia ao marroquino Said Aouita desde Los Angeles-1984. Completaram o pódio os quenianos Eliud Kipchoge e Edwin Soi, prata e bronze respectivamente.

Bekele, que já havia levado ouro e recorde olímpico também nos 10.000 m rasos com o tempo de 27min01s17m, tentou a mesma dobradinha em Atenas-2004. Na ocasião, venceu nos 10.000, mas ficou com a prata nos 5.000. Antes dos Jogos, o etíope chegara a descartar uma nova tentativa de vitória nas duas provas, alegando cansaço.

Vale apena ressaltar que Bekele, nos 10.000 m detém a melhor marca do ano com 26min25s97m conquistado em Eugene nos EUA em 08 de junho de 2008. O recorde mundial na modalidade também é de Bekele com o tempo de 26min17s53milésimos feito em Bruxelas na Bélgica em 2005. Pois é, nas Olímpiadas ele não estava no seu melhor dia.

Agora, nos 5.000 m Bekele bateu o recorde olímpico mas não bateu o próprio recorde mundial que ainda vigora com o tempo de 12min37s35m conquistado em Hengelo em 2004.

Arnaldo de Sousa, jornalista e corredor
Foto: IAAF

Equipe RFL leva 10 medalhas de ouro nos Jogos Nikkei



A equipe Run For Life (RFL) foi destaque na 1a. Confraternização Internacional Nikkey de Atletismo Master realizado nos dias 16 e 17 da agosto no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.

Mitico Nakatini, 76 anos: 3 medalhas de ouro conquistadas nos 800 m (4min11); 1500 m (8min25) e 5000 m (29min43);
Vera Alice Silva, 64 anos: 2 medalhas de ouro e uma de prata nos 800 m (3min11); 1500 m (6min44) e prata no revezamento 4x100 m (1min12);
Ana Luiza dos Anjos Garcez, 45 anos: 2 medalhas de ouro nos 800 m (2min37); 1500 m (5min41);
Patricia Rodrigues Vismara, 32 anos: 2 medalhas de ouro nos 800 m (2min43); 1500 (5min43)
Valdomiro Paulo Cocato, 67 anos: 1 medalha de ouro nos 5000 m (23min24);
Solange Bhering, 47 anos: 1 medalha de prata nos 5000 m (24min01);

Outros destaques de participação:
Selma Nakakubo nos 5.000 m (23min49)
José Vicente de Andrade Sobrinho nos 5000 m (18min31)
Egídio Gonçalves nos 1500 m (5min18) e 800 m (2min34);
Nilton Maia nos 1500 m (4min49);
Cristiane Midori nos 5000 m (24min29);
Arnaldo de Sousa nos 1.500 m (5min07);
André Tamashiro nos 5.000 m ( 25min43);
Felix Sechin nos 5000 m (31min37);
Hideo Koga; Carla Tanaka, Ricardo Tanaka.
E Carlos Pimentel Galuppo (ex-recordista brasileiro do revezamento 4x400 m).
Na torcida toda a família da Carla, da Selma, do Beto entre outros amigos e parentes.

Arnaldo de Sousa
Fotos: Carla Tanaka

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Mais leve, mais rápido




Em tempos de Jogos Olímpicos muito se questiona a “magreza” dos atletas. O fenômeno da natação Michael Phelps, 23 anos, 1m95 e 89 quilos; além das oito medalhas de ouro conquistadas, se comentou muito sobre sua ingesta calórica de dez mil calorias por dia. Uma pessoa normal precisa de pelo menos duas mil calorias diária para viver com saúde. Já os “magérrimos” africanos, que muitos pensam que não tem força para correr 100 metros como o Usain Bolt (9seg69), no entanto são capazes de feitos memoráveis nas provas de longa distância.

ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL

O peso corporal está dividido em três componentes básicos:
Massa magra: é representada pelos órgãos, ossos, músculos, água e tecidos.
Peso de gordura corporal: está divida em:

- gordura essencial: importante para a manutenção de algumas funções vitais como a produção de hormônios, isolamento térmico e proteção dos órgãos internos;

- gordura armazenada: é responsável pela produção de energia e é estocada sob forma de tecido adiposo. É importante salientar que, uma quantidade excessiva dessa gordura é prejudicial à saúde, pois está relacionada ao aumento dos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Água corporal: é muito importante para o organismo, pois participa diretamente de quase todas as funções corporais, tais como: transporte de nutrientes, manutenção da temperatura corporal, eliminação das secreções, entre outras.

Segundo o American College of Sports Medicine, recomenda-se à manutenção de um nível mínimo de gordura chamada de "essencial". Lembre-se que quanto maior a sua porcentagem de gordura corporal, maiores serão suas chances de pertencer a um grupo de risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares e, também, articulares.

Acompanhamento de um especialista
Em geral, o primeiro passo é checar as noções básicas de nutrição. Após, com o auxílio de um programa de análise de dietas, é observado:

· Adequação das calorias recomendada para o indivíduo;
· Composição do Macronutrientes (carboidratos/proteínas e gorduras) e porcentagem de adequação do micronutrientes
· Distribuição percentual das calorias nas refeições, ou seja, qual é a maior refeição do dia e qual a menor.

É feito um levantamento de todas as sessões de treinos realizadas: modalidade, horários, duração, intensidade, e orientação da ingestão de alimentos dos diferentes grupos em função dos objetivos, e o diferencial da dieta será o TIME DE INGESTÃO.

Quando comer o carboidrato a mais ou a menos, e adequação de proteína, que em geral os atletas de endurance acabam comendo pouco por achar que só deve ser enfatizada em quem objetiva ganho de massa com musculação.

Com isso será equilibrado as quantidades de carboidratos e proteínas com a referencia em gramas/quilo de peso e, ajustado de acordo com o objetivo, que sempre acaba sendo ganho de performance e perda de peso, e é onde a experiência do profissional faz a diferença, pois é um ajuste fino. Estes dois objetivos são antagônicos, quem quer melhorar performance deve aumentar ingestão e quem quer perder peso deve diminuir a ingestão.

Quanto mais leve o atleta estiver, mais rápido irá correr com menor gasto energético e menor sobrecarga para o coração.

Controle mensal
É pedido para que o paciente volte em um mês para observar a evolução da composição corporal e aderência à dieta, e daí de acordo com retornos, vão sendo acrescentados conceitos de condutas de véspera de competição, como repor treinos longos, como ganhar massa correndo, entre outros. De posse de todas as informações, o técnico poderá aprimorar e quantificar a qualidade do treino.

Quanto mais leve o atleta estiver, mais rápido irá correr com menor gasto energético e menor sobrecarga para o coração.

Wanderlei de Oliveira
Foto: IAAF