domingo, 13 de janeiro de 2008

Pequenos mestres

Observe uma criança desde a hora que ela acorda, até a hora de dormir. Primeiro que ela acorda sem precisar de despertador. Segue os instintos naturais, de que já dormiu o suficiente. E vai dormir a hora que o corpo dá o sinal. A criança, quando está brincando, cai, se rala, faz hematomas e não chora. Só chora se um adulto se aproxima e pergunta se está doendo. Aí ela cai em prantos. Caso contrário, passa despercebido. Quando a criança acorda, ela não vê a hora de sair para brincar com os amiguinhos, não importa se está frio, chovendo. O que ela quer é se divertir.

Para a criança tudo é motivo de alegria. Conhecer novos amiguinhos. Novos brinquedos. Novos lugares. Festa para a criança é todo dia. A Luana, minha netinha, de 4 anos, passou quatro semanas perguntando para a Gisele, sua mãe, a cada manhã, se hoje era seu aniversário. Há poucos meses, a Luana conheceu a Giovanna, sobrinha da Patrícia. Sinergia total. Parecia que eram amiguinhas há anos. Brincaram o dia inteiro sem se cansar. Somente pararam na hora de ir embora para suas casas. As crianças são livres, saudáveis, incansáveis. Elas comem apenas o suficiente, para ter mais tempo de brincar. Aprenda com esses pequenos mestres – a viver com mais energia, alegria, entusiasmo!

7h00 da manhã. Décimo terceiro dia de janeiro de 2008. Depois de passar o dia inteiro de sábado em festa, acordei mais tarde neste domingo. A Patrícia e eu fomos padrinhos de casamento da minha sobrinha Daniela. Além da belíssima festa, foi bonito ver a integração entre minhas irmãs, sobrinhos, amigos e pais. Em plena chuva, fiz mais uma “corrida zen”, no Jardim Botânico de São Paulo. Hoje foram 12 quilômetros. Já são 147 quilômetros nos treze primeiros dias do ano. A média está em 11,3 quilômetros por dia.

Wanderlei de Oliveira

sábado, 12 de janeiro de 2008

Devagar e sempre, até sentir falta

Em 2006, participamos de um workshop para jornalistas sobre “atualização em medicina esportiva”, onde foram abordados vários assuntos relacionados à atividade física. Com a massificação da corrida de rua no Brasil e no mundo, e a constante busca por uma melhor qualidade de vida nas grandes cidades, é comum se ver iniciar a prática esportiva de forma brusca e exagerada. Aproveitamos a oportunidade para fazer uso das sábias palavras do professor doutor Henrique Lederman, “devagar e sempre, até sentir falta”. Lederman, de 60 anos, é professor titular de radiologia da Unifesp – Universidade de São Paulo, Escola Paulista de Medicina, e também maratonista, com participação em seis maratonas internacionais.

Lento e suave
Quando uma pessoa inicia um exercício físico, o organismo sofre transformações no funcionamento para adaptar os órgãos a essa mudança. Coração, pulmões, músculos e circulação passam por modificações que, dependendo dos antecedentes e hábitos, resultarão em maior ou menor eficácia na produção de energia. Essa fase inicial é de fundamental importância para qualquer tipo de atividade física. Para que ocorra uma perfeita adaptação ao exercício, é recomendável que o início da atividade seja lento e suave. Movimentos bruscos e rápidos são contra-indicados nessa fase de ajustes. O aquecimento prepara o atleta fisiológica e até psicologicamente para um evento e pode reduzir as chances de lesão articular e muscular. O processo de aquecimento alonga os músculos e, portanto, permite alcançar um maior comprimento quando uma força é aplicada. Fazem parte desse aquecimento exercícios de alongamento, trotes leves e suaves e exercícios articulares de amplitude (passadas mais largas em um percurso plano e reto). Nesse aquecimento os músculos específicos devem ser utilizados de forma a simular a corrida e a produzir toda a amplitude dos movimentos articulares.

O aquecimento deve ser gradual e suficiente para aumentar a temperatura muscular e central, sem causar fadiga nem reduzir as reservas de energia. É claro que isso varia de pessoa para pessoa. Um bom aquecimento para um atleta olímpico pode levar à exaustão uma pessoa que se exercita por recreação. Se possível, faça uso diário de seu frequêncímetro para o autocontrole de sua freqüência cardíaca (cada pessoa possui um sistema cardiovascular e respiratório - único), assim você terá a certeza de não ir além do necessário (verifique o limiar no resultado de seu exame ergoespirométrico). Nas rodagens, utilizamos o sistema aeróbio (equilíbrio de oxigênio). Nos treinos de ritmo, intervalado, fartlek, o sistema anaeróbio (débito de oxigênio). O segredo do sucesso em competições é o equilíbrio e a eficiência dos sistemas aeróbio e anaeróbio.

6h30 da manhã. Décimo segundo dia de janeiro de 2008. Hoje a Patrícia e eu aproveitamos para fazer uma “corrida zen” por entre as Palmeiras Imperiais e Pau-Brasil (árvore que deu origem ao nome do nosso país), no Jardim Botânico de São Paulo. O correr zen é observar a sua respiração, os movimentos do seu corpo, o pulsar ritmado do seu coração, sentir a brisa, observar o nascer-do-sol, o canto dos pássaros, as folhas caindo das árvores. Essa é uma forma de meditação em movimento. Hoje fizemos 15 quilômetros. Já são 135 quilômetros nos doze primeiros dias do ano. A média está em 11,2 quilômetros por dia.

Wanderlei de Oliveira

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Suco antioxidante

Ingredientes
suco de 1 laranja e 1 limão
1 cenoura média
1 beterraba média
1 tomate
4 fatias de gengibre
18 folhas de hortelã
10 gotas de própolis (em casos de gripe, colocar 30 gotas)
2 colheres (chá) de pólen
2 colheres (chá) de levedura de cerveja

- Triturar tudo no liqüidificador e tomar diariamente in natura (sem coar) pela manhã antes do desjejum.
- Ao tomar o suco antioxidante, mentalize que você está recebendo o que a natureza tem de mais puro (energia e as vitaminas dos alimentos).
- O efeito benéfico é imediato, porém você colherá os frutos (pele saudável e intestino regular) com o uso freqüente. Antes do suco antioxidante, tomar todas as manhãs 200 ml de água natural com uma colher (chá) de guaraná em pó (em jejum).

Origem
A origem deste suco data do início dos anos 80, quando conheci um mestre de Yoga hindu, com mais de 70 anos, saudável, que me ensinou um de seus segredos, além de correr os 10 km em 42 minutos. Com o passar dos anos, acrescentei pólen, tomate e hortelã.

Análise Nutricional pelo Departamento de Nutrição da USP
O suco contém boa quantidade de antioxidantes, que são elementos que combatem o envelhecimento do organismo, até mesmo causado pelos exercícios físicos. É nutritivo, pois contém betacaroteno, vitamina E, C, vitaminas do complexo B, sódio, potássio, ferro, cálcio, magnésio, fósforo, zinco, entre outros.
O pólen das abelhas contém proteínas, vitaminas do complexo B (que participam do processo de produção de ATP), carboidratos e várias enzimas. Podem ajudar na prevenção de espirros, secreção nasal e outros sintomas decorrentes das alergias sazonais.
Já o própolis é um antibiótico natural, preparado pelas abelhas, é composto de resinas, balsamos, ceras e pólen. De grande poder bactericida, é empregado nos casos de gripes, febres, afecções da garganta, vias respiratórias, má digestão. Favorece a formação de anticorpos e eleva o nível de proteínas no sangue. Também é usado em casos de cortes, picadas de insetos e herpes.
O pó de guaraná é muito conhecido como estimulante natural e pode deixar o indivíduo em sinal de alerta.
O levedo de cerveja contém um potente antioxidante, chamado ácido alfa-lipóico, que tem se mostrado promissor no tratamento de algumas lesões cerebrais.
A hortelã é cultivada em todo o mundo como agente aromatizante e fitoterápico. Relaxa a musculatura do trato digestivo, ajudando a aliviar as cólicas intestinais e a flatulência (gases). Além disso, é um antídoto para o mau hálito.
Para aqueles com propensão (ou que apresentem) ácido úrico, o tomate deve ser adicionado sem as sementes.

Nutrientes - Valores por receita
Calorias (Kcal) - 243
Proteínas (gramas) - 10,38
Lipídeos (gramas) - 1,05
Carboidratos (gramas) - 10,80

“Seja feliz e saudável cuidando de sua mente e seu corpo”

Wanderlei de Oliveira

Como é bom relaxar!

Após um início de semana com treinos puxados, nada melhor do que relaxar.
Na segunda-feira, fizemos o fartlek no gramado da Praça da Paz, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Na terça, rodagem de 15 quilômetros. Na quarta, o circuit-training, com direito à biomecânica dos movimentos antes, exercícios depois e tiros de 800 metros progressivo na pista de atletismo, para terminar. Na quinta-feira, novamente rodagem de 15 quilômetros. Hoje, um treino leve de relaxamento. Foram 15 minutos de alongamentos, seguidos de 40 minutos de corrida lenta e caminhada descalço no gramado. Muitas pessoas acham que para se recuperar de um esforço intenso devem fica paradas. Ledo engano. O melhor mesmo, segundo o American College Sport Medicine, é fazer uma atividade física leve, contínua. Com isso, são dissolvidas todas as toxinas acumuladas devido à intensidade do exercício.
Um atleta relaxado rende mais. Machuca-se menos. E, por incrível que pareça, corre mais rápido. Isso mesmo. Você já deve ter visto um atleta de alto nível dos 100 metros correndo. Parece que ele vai se desintegrar. Os músculos da face balançam. Isto é estar relaxado. Músculos descontraídos economizam energia. Faz você flutuar e, conseqüentemente, se locomover mais rápido. Uma pessoa relaxada é mais feliz, alegre, entusiasmada.
Então, está esperando o quê? Vamos relaxar.

6h00 da manhã. Décimo primeiro dia de janeiro de 2008. Mais de 50 pessoas participaram do primeiro treino de Yoga Run no Centro de Excelência BM&F de Atletismo. O nascer-do-sol nos proporcionou revigorar todas as energias: física, mental, emocional e espiritual, além de ativar a energia metabólica, através do ar fresco, puro, que tivemos o privilégio de usufruir. A outra fonte metabólica energética provem dos alimentos que consumidos. Daí a necessidade da importância de uma alimentação equilibrada. O suco antixidante, que tomo há mais de 25 anos, possui nutrientes rico em energia. Experimente! Viva com Energia!
Hoje fizemos apenas 5 quilômetros. Até agora já são 120 quilômetros nos onze primeiros dias do ano. A média está em 10,9 quilômetros por dia.

Wanderlei de Oliveira

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

E aí, meu irmão?

A CORPORE (Corredores Paulistas Reunidos), quando foi criada em 1982, usou como referência a CORJA (Corredores de Rua do Rio de Janeiro), que já existia. Dessa experiência, nasceu uma parceria que dura até hoje. Conhecemos o jornalista José Inácio Werneck, na época colunista de esportes no Jornal do Brasil e também editor da revista Viva, sobre corrida, o Fernando Azeredo, empresário, maratonista, e o Rodolfo Eichler, também maratonista. Eichler, que tive a honra de ser seu técnico, chegou a fazer 3h06 na maratona com mais de 50 anos. Rodolfo é membro da IAAF e diretor das principais corridas de rua do Brasil. Honra maior tive em ser escolhido como o primeiro técnico do Rodrigo Eichler, seu filho, que veio se tornar um grande corredor de 1.500 metros rasos. Rodrigo teve a oportunidade de treinar junto com o medalhista olímpico Joaquim Cruz, em San Diego, na Califórnia, nos Estados Unidos, sob a orientação de Luiz Alberto de Oliveira. De volta ao Rio, Rodrigo lançou a primeira revista especializada em triathlon no Brasil, a Tri Sport (www.trisport.org). E, como bom editor, já completou vários Ironman, prova de 3,8 quilômetros de natação em mar aberto, 180 quilômetros de ciclismo, e para completar, os 42.195 metros da maratona. Por oito anos, Rodrigo coordenou o Pão de Açúcar Club do Rio de Janeiro, onde chegou a ter mais de 400 corredores. Um sucesso. Porém, chegou ao fim. Ontem, no final de tarde, ele me liga e pergunta: “E aí, o que você vai fazer amanhã cedo?” “Vou correr 15 km. Vai encarar?”, perguntei. "A que horas?", ele quis saber. "Às 6 horas. Não vai amarelar?", falei. "Tá me estranhando?", ele respondeu. Então vamos lá.

6h15 da manhã. Décimo dia de janeiro de 2008. Nilton Lima, comandante da CCEE, o ex-goleiro Marcelo Silva, também da CCEE, o Nilton Maia, empresário de fitness, o Rodrigo Eichler e eu partimos em direção ao Parque do Ibirapuera. Os primeiros 40 minutos, bem lento, cada um contando a sua história. Aos 45 minutos, chega o jornalista Arnaldo de Sousa, festivo como sempre. Arnaldo não participou do circuit-training no dia anterior e estava com energia sobrando. Ameaçou aumentar o ritmo. Vai devagar, meu irmão. A seguir se junta ao grupo a médica Selma Nakakubo, nova ameaça de aumentar o ritmo. Mas sob controle.
Foram 15 quilômetros pelo gramado. Somados, já são 115 quilômetros nos dez primeiros dias do ano. A média subiu para 11,5 quilômetros por dia.

Wanderlei de Oliveira

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Começou a temporada

Essa é a melhor época para usar o circuit-training, um método de treinamento que vai ajudá-lo a enfrentar o início de preparação para ganhar mais força e resistência.

Como surgiu?
Na Europa nos anos 50, os fisiologistas e técnicos perceberam que seus atletas levavam desvantagens nos Jogos Olímpicos em relação aos países com climas mais amenos, que conseguiam treinar ao longo do ano. Para suprir essa deficiência, em 1953, na Universidade de Leeds, na Inglaterra, Adamson e Morgan desenvolveram a primeira estrutura do “treinamento em circuito”. A princípio, o objetivo era treinar em ambiente fechado, onde foram dispostas várias estações nas quais eram realizados exercícios com números e tempos predeterminados. Esse novo método de treinamento fez muito sucesso. Os técnicos alemães nos anos 70/80 aprimoraram esse método e empregaram no atletismo, que auxiliou na conquista de vários recordes mundiais e medalhas olímpicas. Mas foi em 1984 que um atleta ainda desconhecido no cenário mundial se tornaria campeão olímpico dos 800 metros em Los Angeles, nos Estados Unidos. Era o brasileiro Joaquim Carvalho Cruz, atleta da CORPORE – Corredores Paulistas Reunidos, treinado por Luiz Alberto de Oliveira. Na ocasião, eles moravam em Oregon e treinavam na Universidade local (Bill Bawerman – fundador da Nike era o head-coach dos fundistas), e Bill Delinger era seu assistente, que treinava Alberto Salazar (cubano naturalizado americano), campeão das Maratonas de Boston e Nova York. Em 1981, Salazar chegou a estabelecer o melhor resultado na distância (2h08min13s). A revista Runner´s World deu tanto destaque pelo fato de um brasileiro ter ganho o ouro olímpico que os dois foram capa da revista (Luiz Alberto e o Joaquim). O próprio Alberto Salazar chegou a utilizar o CT desenvolvido pelo Luiz Alberto de Oliveira, específico para corredores de meio-fundo e fundo. Oliveira chegou a treinar a estrela americana Mary Decker, recordista mundial dos 1.500 aos 10.000 metros (foi ela que se envolveu no incidente com a sul-africana Zola Budd, que corria descalça, em Los Angeles). Mary Decker era a favorita à medalha de ouro, mas não ganhou nada. Zola Budd chegaria em sétimo nos 3.000 metros (esse era a prova feminina). Porém, no mesmo ano, aos 17 anos Budd, estabelecia 15min01 nos 5.000 metros, novo recorde mundial.

Para que serve?
O objetivo principal objetivo do CT é o fortalecimento geral do atleta. Por trabalhar todos os grupos musculares (conforme o CT estabelecido pelo técnico para cada modalidade do atletismo). Os velocistas, saltadores e arremessadores enfatizam mais força, potência, explosão. Já os fundistas, a capacidade cardiopulmonar e a resistência geral. Vai da criatividade e objetivos de cada técnico para determinados períodos. Como os atletas de alto nível preconizam dois picos no ano (primeiro semestre e segundo semestre), conforme as provas e campeonatos escolhidos, eles trabalham com o CT nessas duas fases de preparação básica.
Normalmente, o CT é realizado uma vez por semana, por ser um trabalho duro, que exige o máximo empenho de cada atleta. Mas nada impede a execução em mais um dia, desde que em menor intensidade e quantidade de estações. É sempre bom ressaltar que, em todas as ocasiões, no atletismo profissional de alto nível, o técnico acompanha o desempenho de cada atleta. Por ser um trabalho exaustivo, em muitas ocasiões o atleta quer se superar perante aos companheiros de treino, o que vale o cuidado de o técnico interromper o trabalho para o atleta não se lesionar, uma vez que o princípio do exercício é o fortalecimento orgânico geral e não se predispor a uma contusão que obrigaria perder a seqüência do trabalho.

6h27 da manhã. Nono dia de janeiro de 2008. Hoje o trabalho técnico foi realizado no Centro de Excelência BM&F de Atletismo. O volume foi baixo, mas a intensidade alta. Entre aquecimento, fracionado de 800 metros e desaquecimento, foram 5 quilômetros. Chegamos aos 100 quilômetros nos nove primeiros dias do ano. A média baixou para 11,1 quilômetros por dia.

Wanderlei de Oliveira

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Somos aquilo que fazemos...

Há poucos dias o corredor iniciante Leonardo Melo me perguntou há quanto tempo eu corro. Respondi: "Há 42 anos". Ele ficou impressionado. Iniciei minha carreira esportiva em 1966. Muitos que estão lendo este artigo nem estavam em projeto de produção essa época. Meu pai, Olavo de Oliveira, foi um grande esportista, jogador de futebol, corredor, técnico em mecânica e, nas horas vagas, sambista. Fundou em 1950 a Escola de Samba Almirante. Aos 2 anos, já desfilava na Escola de Samba.

Hoje o Marcelo Silva da CCEE, perguntou se sinto alguma dor. A minha resposta: "Sou treinador".

Quando traçamos objetivos, tudo fica mais fácil. Nada é motivo de desculpa, como a famosa preguiça de início de ano. Se você sabe aonde quer chegar, já percorreu metade do caminho, e uma das qualidades mais importante para o corredor é a disciplina e a persistência nos treinos de rodagem em ritmo bem lento.
O filósofo grego Aristóteles (384 a.C. - 323 a.C.) escreveu: "Tudo isso demanda perseverança. Paciência. Suor. Muito suor. A virtude é uma arte obtida com o treinamento e o hábito". "Nós somos aquilo que fazemos repetidas vezes. A virtude, então, não é um ato, mas um hábito. Treinar. Perseverar".

6h15 da manhã. Oitavo dia de janeiro de 2008. Eu, o senhor Oswaldo Silveira, o Nilton Maia, o Nilton Lima, o José Alves Malheiros e a única mulher do grupo, a Patrícia Vismara, treinamos no Parque do Ibirapuera em São Paulo. Uma rodagem descontraída, muita conversa.
Foram 15 quilômetros pelo gramado. Somados, já são 95 quilômetros nos oito primeiros dias do ano. A média subiu para 11,8 quilômetros por dia.

Wanderlei de Oliveira